sexta-feira, 29 de abril de 2011

Meu reino por um sinal....

"Que você viva em tempos interessantes..."
Essa é a primeira parta de uma maldição chinesa... "Tempos interessantes...". O que seriam esses tempos interessantes?

São exatamente 23:26hs de uma terça-feira no dia 26 de abril de 2011... Estou assistindo na TV o filme "Alfie - O Sedutor"... No meu copo, ao lado do notebook, uma dose de Campari com gelo. Acabo de chegar do curso, que alem de estar me ensinando muita coisa, está me ajudando a me moldar e decidir novos rumos e metas pra minha vida. Durante o intervalo, fui cantado pela atendente da padaria. Estou sendo reconhecido como um profissional inteligente, e um homem interessante. Estou fazendo novas amizades, mantendo algumas antigas, me desfazendo de antigos vicios. Minha vida, se ainda não está do jeito que eu quero, só tende a melhorar.

Seriam esses os "tempos interessantes" que a maldição fala? Não sei dizer. Tempos interessantes podem significar muita coisa. Pra mim, significa uma epoca de amadurecimento, de se auto-conhecer. De buscar aquilo que te faça bem.

Estou prestes a fazer algo que vai me impor novos caminhos, novas atitudes. E só gostaria de um sinal, pra saber se estou fazendo a coisa certa. De saber se o caminho que estou a começar a seguir é o certo. De saber que minha filha, vai se orgulhar de mim, acima de tudo.

Mas aí, vem a segunda parte da maldição chinesa: "... E que você encontre o que procura...". E se o que eu procuro não for o que realmente eu deva achar? E se o que procuramos não for o melhor pra nós mesmos? Vale a pena correr o risco? Vale a pena se arriscar ferir-se? Não sei a resposta pra isso...

O ideal esperar pelo melhor, mas se preparar para o pior. Assim você não quebra a cara quando encontrar algo que não era necessáriamente o esperado.

Bom, ja estou perdendo o foco da coisa. Minha cabeça está um mar de confusões... E infelizmente, meus textos estão saindo uma bela porcaria...

Abraços a todos....

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um pouco de sexualidade não faz mal a ninguém...

Muita gente não vai gostar desse meu post de hoje, ou até vai, mas não vai admitir de jeito nenhum! Mas como sou egoísta e faço esse blog justamente pra mim! Então não tenho com o que me preocupar...

Sempre fui um cara com a mente bem aberta com relação a sexo, pudor, tabus ou coisas nesse tipo. Nunca fui de criticar nenhuma atitude sexual de alguém. O prazer é algo tão complexo que o que é bom pra um, não é pro outro. E é a mesma coisa com o dito pudor, ou os tabus. O que a maioria trata como safadeza ou falta de vergonha na cara, eu trato como liberdade de fazer com seu corpo o que bem entender. Entre quatro paredes vale tudo desde que gere prazer aos dois (ou três, ou quatro, ou cinco, ou...) envolvidos.

Passei minha vida toda ouvindo amigos e amigas dizendo como são, e como preferem que sejam as relações. E isso é imprescindível para que você tire a principal coisa que tem que saber sobre sexo: Sexo tem que ser bom para os dois, do contrário é masturbação.

Comecei minha vida sexual muito cedo, fui o primeiro entre minha roda de amigos, tive uma excelente professora do básico. Mas minha principal lição aprendida, e comprovo que é verdade, é que "o maior prazer que você vai sentir é ver a cara de realização da sua parceira."... É a mais pura verdade, quando você proporciona um prazer intenso a pessoa que está contigo, você sai de lá com a sensação maravilhosa de dever cumprido. A expressão de satisfação da pessoa que está com você, te satisfaz de uma maneira ímpar.

Sou completamente a favor da "Teoria da manga" de Chico Sá. E garanto pra você, se todos os homens a seguissem não existiria nenhum homem broxa no mundo!! Falando sobre isso, na maioria das vezes (salvo algum problema de saúde ou algo mais grave) a reação da "não reação" é causada por pressão psicológica, e principalmente medo de não conseguir satisfazer uma pessoa. E a "Teoria da Manga", te permite aliviar todas essas tensões básicas!! Os portugueses tem uma visão básica do sexo em seu inicio que é ótimo de se usar: Pra eles, preliminar é beijo no rosto. Qualquer coisa que envolva os dois nús numa cama, já é considerado ato sexual. Então, pra aliviar a tensão existente, eles tentam fazer a "gaja" gozar ao menos duas vezes antes da penetração. E isso é perfeito!! Se você consegue satisfazer a parceira logo de inicio, ela não vai nem se preocupar se você chegar ao orgasmo primeiro que ela durante o coito! E dizem que os portugueses são burros... aham....

Conheço homens que não são adeptos do sexo oral... Dizem que é nojento, que o cheiro é ruim, que o gosto é ruim... Mas que adoram quando fazem neles!! Gozado né? Pelo amor de meus filhinhos!! Homem que não faz sexo oral merece padecer no inferno!! E mulher que se permite a fazer sem receber, é uma coitada de uma mal amada!! Lembro de uma vez, eu saí com meu pai e fui num churrasco com uns amigos dele, eu tinha meus 11, ou 12 anos... E numa conversa mais adulta, um deles virou pra mim e disse: "Se quiser segurar uma mulher é só dar umas lambidas!". Lógico que isso não é suficiente, mas ao menos, ela nunca vai ficar imaginando como será a língua que seu melhor amigo sempre diz que usa... Vai correr o risco?? Sem contar que é gostoso pra caramba!! O gosto, o cheiro, a textura, O gosto do prazer de uma fêmea quando derramado em sua boca, é o mais próximo que você pode chegar do céu... Eu acho que sou um dos únicos homens do mundo, que preferem fazer do que receber.  Deve ser por isso que uma vez me disseram que eu transo como uma mulher... No começo eu achei bem estranho, mas percebi que essa comparação é otima!! Uma mulher sabe exatamente o que a outra precisa, sabe ser romanticamente selvagem e selvagemente romântica. Mulher sabe o momento certo de pegar firme, como também sabe a hora de ser suave. E ter ouvido isso de uma guria, que declaradamente prefere transar com mulher do que com homem, é pra levantar a moral de qualquer um!

Se posso dar um conselho aos meus amigos homens, é esse: Conheçam as áreas de prazer da sua mulher, são várias! E sensíveis o suficiente pra faze-las enlouquecerem enquanto você ainda se prepara!

Agora um conselho as mulheres: Se abram mais seus parceiros. Tudo o que vocês quiserem fazer tentem, não tenham medo de serem taxadas como vadias ou algo do tipo, e se seu parceiro disser isso, meta um belo pé na bunda!! Você não precisa de alguém que não irá satisfaze-la por completo!

E agora um conselho para os dois: Nunca digam que não curtem algo sem ter provado antes... A surpresa pode ser muito boa!

Bom, é isso... Eu tive que maneirar no conteúdo desse post pra não mexer muito com a classificação etária do blog. Uma pena, pois esse assunto poderia seguir alguns rumos mais adiante. Mas isso me deu uma ótima idéia de um novo Blog a se fazer...

Um abraço e um beijo a vocês. E bom orgasmos!!!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Perguntas fora do Formspring

Recebi essas perguntas da Drika, do Blog "Voos da Lupi" (http://voosdalupi.blogspot.com/), e tenho de admitir: Estranhei...uhauhha!! Eu estava acostumado a receber só perguntas via Formspring que até se alguem chegasse e me perguntasse algo pessoalmente eu ia achar coisa de outro mundo...

Mas.. Vamos as respostas..

1- O que te levou a criar um blog?
Acho que foi a necessidade de eu colocar minhas idéias no "papel"... Expressar minha opinião sobre algumas coisas... Nada demais...



2- O que tira você do sério?
Falsidade é algo que me tira do sério.

3- Você tem alguma mania ou vício?
Ahh!! Não sei... 

4- Qual a sua melhor lembrança?
O Nascimento da Kyra...

5- Qual o seu maior sonho?
Constiuir uma familia linda.

6- Se fosse um dinossauro, como se chamaria?
Dalbensauro Rex! uhauhahuaha!!

7- Qual personagem da sua infância gostaria de ser?
Ken Masters, de Street Fighter!! O cara é rico, bonito, luta pra caramba!! E.. ja falei que ele é rico? uhahuha!!!

8- Cite uma peça que não pode faltar no seu guarda-roupas e outra que jamais usaria?
Não pode faltar peças sociais, ternos, essas coisas.. O que eu nunca usaria, é essas roupinhas coloridas, justinhas... É estranho demais pro meu gosto...

9- Um lugar que ama:
Italia

10- Que filme você amou e recomenda?
Poxa.. São tantos... Mas como é pra citar um só: "Cantando na Chuva"...

11- Qual ultimo livro que você leu?
"Dr. No"... De Ian Fleming

12- Qual palavra te define?
Amor...

Está ai!! Depois eu penso em pra quem mandar as perguntas..uhaua

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Barry White - Just The Way You Are (tradução)

Se uma música demonstra o amor, sem combranças, sem fantasias, com certeza é essa....

Espero que gostem....

domingo, 2 de janeiro de 2011

Il senso della vita è quello di cercare la felicità in ogni momento.

Você já acordou um dia e teve a impressão de estar vivendo uma vida que não é tua?
Você olha para o horizonte, olha para os lados, e principalmente, olha para você mesmo, e percebe que nada é como você queria que fosse...


Esses dias eu acordei com essa sensação, e não é nada bom. A sensação de que toda sua vida que se seguiu até agora, não é a sua, é de outra pessoa, é algo muito destruidor... Você se sente desnorteado, perdido em um devaneio imenso de estados psicológicos...


Hoje tenho uma vida, que nunca planejei ter, tenho um emprego que é bom, mas não é o que eu sonhava, um semi-divorcio, uma filha (e não me entendam mal, ela é o amor da minha vida). As vezes me vejo sonhando acordado, em como minha vida seria se eu tivesse tomado decisões diferentes. Ou então como ficariam as coisas se eu tomasse atitudes agora diferentes, se pensasse um pouco mais em mim, em minha própria felicidade???


Hoje passo por turbilhões de pensamentos sobre "FELICIDADE", e o que ela, de fato, representa. Felicidade é muito mais do que ficar rindo de tudo e de todos, isso se chama "cinismo". Felicidade também está longe de ser aquilo que se estampa em comerciais de agencias de viagens, de cerveja e mais alguns com um monte de gente bonita e sorridente demais pra ser verdade...


Felicidade é relativo de pessoa pra pessoa. Exemplo: A felicidade de um rico pode ser conseguir mandar a filha para a Disney aos 15 anos... A felicidade de um sem teto, pode ser conseguir manter a filha viva até os 15... Não entendam isso como um comparativo, ou então um julgamento como "formas de felicidades legitimas". Ambas são, apenas são felicidades adaptadas a realidades diferentes. O que estou querendo dizer é o que pode te fazer feliz, pode não fazer outra pessoa feliz.


Minha bisavó me disse algo uma vez, há muitos e muitos anos atrás, quando eu era muito picollo, que carrego comigo desde então... Ela, uma italiana nativa de Nápoles, veio para o Brasil junto com meu bisavô, um italiano de Turim, um dia me viu muito triste porque uma amiguinha que eu tinha na rua de casa, iria se mudar. Ela então me pegou em seu colo, limpou minhas lágrimas e disse: "Il senso della vita è quello di cercare la felicità in ogni momento.Non lasciare mai che il primo ostacolo che impedisce di esserefelici. La distanza è soltanto una distanza, nulla di più! Se si tratta diimpedire la loro felicità, spezzare questa barriera." 


Ela quis dizer, que não importa os obstáculos que a vida te coloca, você deve quebra-los para encontrar a felicidade. E eu sempre me lembro disso quando estou em situações como essas... O maior sentido da vida é ser constantemente feliz!


Logicamente, isso não é algo fácil de se fazer, e se fosse, ela perderia todo o sentido. Mas é por isso que o sentido da vida é isso: SER FELIZ! E se alguma coisa atrapalha sua felicidade, mande-a para o espaço! Só temos uma vida, e essa vida é curtíssima! Passa num piscar de olhos!


Não vale a pena trancarmos nossa felicidade numa caixa, enquanto fazemos outras pessoas felizes. Solidariedade é legal, é bacana, coisa e tal, mas se não formos egoístas, ao menos algumas vezes, levaremos uma vida infeliz... Uma e tantas outras que podemos ser agraciados...


O que minha bisavó quis dizer, é não desistir de ser feliz, a felicidade é o que move o mundo, e ela vem através de muitas coisas: Fama, realizações profissionais, um bom carro, a viagem dos sonhos, e principalmente, um grande amor....


Considerações Finais


1°) A garotinha que foi embora quando eu era um meninote, eu nunca mais achei, nem mesmo o nome dela eu lembro. Mas, nunca se sabe...


2°)  Peço desculpas pela péssima qualidade do texto... Estou realmente pouco inspirado esses dias....

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

HOMEM COMO ANTIGAMENTE

Ultimamente tenho ouvido muitas mulheres dizendo que o romance morreu, e que não existem mais homens como os de antigamente.

Sabe aqueles homens que abrem a porta do carro? Que puxam a cadeira, que andam do lado da rua quando caminham a pé, que mandam flores sem ser uma data importante?

Bom, esses homens ainda existem, e existem aos montes! Mas poucas vezes são notados, ou por não ter uma aparência digna de um Matt Bomer, ou então porque a maioria das mulheres pouco notam. Mas não quero e não vou entrar nessa de "quem é o culpado".

Antes de priorizarmos quem, ou o que, são os homens de antigamente, temos que saber quem eram os homens de antigamente.

Acreditem em mim, garanto que nenhuma de vocês, mulheres, querem homens 100% como eram antigamente. Claro, eles eram, em sua maioria, poetas, românticos, trovavam seu amor aos quatro cantos do mundo! Eram gentlemans perfeitos, e se vestiam muito bem!!! Mas lembrem-se, eles eram também machistas em sua quase totalidade, tratavam as mulheres com gentilezas durante as conquistas, alguns até mantinham o romantismo, mas arriscasse ficar um dia sem deixar a casa arrumada, os filhos dormindo, e a janta feita quando eles chegassem em casa! Para eles, a mulher era dona de casa, somente! Todos esses direitos iguais que vocês adoram ter, jamais seriam aceitos pelos homens de antigamente.

Porém, o clamor por esses homens deve-se, principalmente ao surgimento de alguns tipos de homens.
Principalmente o "Macho Atual"!

O "Macho Atual", é aquele cara que todo mundo conhece, e há aos montes. Não se preocupa com a aparência, ouve funk pancadão, chama a mulher de "mina" e as considera apenas um troféu pra contar aos amigos. E há mulheres que gostam!
É aquele cara (porque me recuso a chamar esses tipos de "homem"), que chega na balada, com seu bonézinho virado pra trás, seu tênis Nike surrado, e aquele papinho  de "Gata, tu é demais!"...

Bom, graças a Deus eu sou diferente. Agora entraremos num tipo de homem que deve ser levado a sério, Chamo-o de "Homem Atual".
Basicamente, o "Homem Atual" combina o romantismo, a gentileza, o respeito do homem de antigamente, com a liberdade que temos hoje de podermos gostar de boas roupas, gastronomia, boa musica, sem sermos taxados de homossexuais (lembrando que não tem nenhum preconceito contra ninguém).

Porém, não é fácil ser assim. Muitas vezes ouço devaneios de muitos homens arrependidos de seguirem esse caminho, por se acharem desvalorizados pelas mulheres em geral. Por acharem que serão fracos e por alguma decepção que tiveram em algum determinado momento da sua vida.

Por outro lado, também ouço muitas mulheres dizerem que não encontram mais homens assim. O que me leva a crer que o motivo de sempre existirem os dois lados infelizes, é o fato dos relacionamentos de hoje não terem tempos de serem vividos em sua plenitude total. Mas isso é um assunto pra outro post.

O fato é: Homens como os de antigamente, não existem mais (bem, ainda existem alguns). Mas isso é tão bom quanto o direito da mulher poder votar e decidir com quem quer passar a vida. E machos modernos existem aos montes, o que também não é uma coisa boa...

Longe de mim dizer qual é o tipo de homem ideal pra você. Mas tenho uma opinião sóbria sobre o assunto: Mulheres de verdade querem homens de verdade! Simples assim....

E você? Que tipo de mulher é e que tipo de homem prefere???

terça-feira, 28 de setembro de 2010

QUEM EU SOU...

Acho que todo mundo, um dia teve, ou ainda vai ter, algum tipo de crise existencial. É uma passagem natural e completamente significativa na vida de qualquer pessoa. É quando você para pra pensar na vida que você está levando e na vida que você ainda quer levar mais pra frente... Você para pra pensar em quem você é, e principalmente em quem você quer ser...

Eu fiquei assim até a madrugada de 27 de setembro... Digamos que foi um dia de alguns choques pra mim, coisas que eu já estava pensando há algum tempo, noticias assustadoras chegando... E principalmente, minha realidade foi caindo...

A verdade é que não dormi nessa madrugada, com a ajuda de algumas doses de Curaçau Blue com limão em parceria do Senhor Sinatra, a mente foi clareando e me dando possibilidades de pensar em coisas que estava ótimas.

A questão principal, não é quem eu quero ser, não a vida que eu quero ter, e sim quem eu sou, a vida que eu tenho, e o que fazer pra melhorar e não ficar atrasando a minha vida e a vida de outras pessoas.

Eu descobri quem eu não sou:
Eu não sou perfeito como algumas pessoas me colocam, to longe disso.
Eu não sou o cara que sabe de tudo. Eu erro pra caramba!
Eu não sou o cara mais bem sucedido que eu conheço.
Eu não tenho o melhor carro, o melhor emprego, o melhor papo, o cabelo mais bonito, o corpo mais certinho.

Mas eu sei, principalmente quem eu sou:
Eu sou o pai da Kyra... E sou um bom pai!
Eu sou o primogênito e único filho do Zeka e da Ana. E creio que tbm sou um bom filho, nunca dei trabalho com coisas serias e nem dores de cabeça em demasia pra eles.
Sou o bisneto, neto, filho, sobrinho, primo mais velho. Acredito que sempre fui um bom exemplo pra todo mundo.
Sou um bom cozinheiro (mas sempre erro no maldito feijão)...
Sou um ótimo dançarino (mas nunca irão me ver dançando funk..huauah)
Tenho bom gosto pra roupas, lugares, musicas.
Sou parceiro pra qualquer hora, se precisarem de mim, sabem que podem contar comigo.
Tenho um emprego, que se não ganho muito, ao menos é meu!! Eu me dirijo apenas a mim mesmo!
Posso não ter o carro do ano. Mas senão em outubro, no máximo em dezembro, terei o meu próprio carro, e não vai ser qualquer carro.
Sou torcedor da Juventus de Turim! Creio que essa será sempre minha maior historia de amor.
Tenho amigos bons! Inseparáveis, pessoas que me amam da maneira que eu sou, e pessoas que vou levar até o fim dos meus dias.
Sou romântico! Gosto de estar com quem eu amo, e fazer valer cada momento com ela.

Uma amiga me disse ontem uma coisa que me fez bem: “Você é o tipo de cara que todo garoto sonha em ser, e toda garota sonha em encontrar.”...

Deixarei a modéstia de lado, por alguns instantes. Eu tenho a honra, o orgulho e o prazer de ser amado por algumas mulheres fantásticas! Mulheres que muitos caras dariam o mundo pra estar no meu lugar. E se eu sou digno de ter essas mulheres na minha vida, é sinal que não sou tão inútil como eu pensava que era. Então eu não vou me suicidar por causa de uma má escolha de alguém... 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PROMOÇÃO "UM NOVO AMANHÃ"

Você sempre quis ser capa de uma historia de amor? Sempre sonhou em viver, mesmo que indiretamente, um conto de fadas?

Essa é sua chance!

Mande uma foto que expresse o sentimento mais puro do mundo: O tal do AMOR!

A foto que mais tocar o coração do nosso juri, irá ilustrar o proximo conto escrito por mim!

Então mandem ver! Pode ser uma foto somente sua, ou de você com seu amor!! Ou qualquer coisa que sua imaginação mandar!!

Mandem a foto para o E-mail: carlosdal_ben@hotmail.com!

O anuncio da foto vencedora será divulgada no dia 31 de outubro!!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Andei Pensando...

Não quero que alguém morra de amor por mim...
Prefiro esse alguém bem pertinho me abraçando.

Não quero que alguém me ame como eu amo. Quero apenas que me ame.

Não quero que alguém seja igual a mim
Porque quero ser a única pessoa do jeitinho que sou para alguém.

Não posso pretender que todas as pessoas gostem de mim
Mas posso imaginar que algumas gostem
E talvez um sorriso meu possa fazer pelo menos que uma dessas pessoas sorria também!

Quero fechar meus olhos e pensar em alguém
E imaginar que alguém pensa em mim.

Quero ser um pedacinho do mundo de alguém e saber que esse alguém precisa de mim e que sou importante
e que talvez sem mim a vida não fique tão boa.

Quero ter certeza que apesar das minhas burrices e loucuras alguém gosta
de mim como eu sou!

Quero conseguir só lembrar das coisas boas que alguém possa ter feito pra mim
e procurar não me lembrar das ruins

Não quero brigar com o mundo
e se o mundo brigar comigo quero ter coragem de enfrentá-lo

Quero sempre poder dizer o quanto alguém é especial e importante pra mim

Quero poder acreditar que mesmo que hoje eu não consiga, vou conseguir
um dia!

Quero poder sempre dizer a alguém que gosto dele e o quanto gosto e como gosto!

Se você tem um alguém,
alguém especial e importante na sua vida, não deixe de dizer isso...

Talvez alguém goste de escutar!

Eu te amo, não diz tudo...

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

"Para conquistarmos algo na vida não é necessário, apenas, força ou talento; é preciso, acima de tudo, ter vivido um grande amor"

São as eternas escolhas que mostram o sentido da vida.
As dificuldades apenas mostram o quanto somos fortes, e as alegrias o quanto é bom estar vivo !!!

Arnaldo Jabour

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um novo amanha - A historia....

"Ele a amou desde que a viu e continua amando depois de muitos anos...


Ela não sabia da sua existencia por todos esses anos...


Suas vidas tomaram rumos diferentes...


E ele nunca desistiu..."

Uma historia de amor, luta e esperança... Provando que o sentimento mais puro, pode vencer o tempo...

Em breve... "Um Novo Amanhã".

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O que é o amor??

Esta pergunta foi feita por profissionais da área de educação infantil, para crianças de 04 a 08 anos de idade.

Vejam as respostas:

"Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere os sentimentos do outro." (6 anos)

"Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela, mesmo quando ele também tem artrite."(8 anos)

"Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras." (5 anos)

"Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela". (6 anos)

"Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta" (7 anos)

"Quando você conta algo ruim sobre você mesmo sentindo medo que esta pessoa não te ame mais por causa disso. Você se surpreende, ela te ama mais ainda." (8 anos)

"Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixou ele sozinho o dia inteiro." (4 anos)


Preciso falar mais alguma coisa???

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NEOQEAV

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo q haviam iniciado qdo começaram a namorar.

A regra do jogo era q um tinha q escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado p/ o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.
Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim q um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local p/ o outro achar.

Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha p/ q o próximo q fosse cozinhar a achasse. Não havia limites p/ onde "Neoqeav" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro q eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

Levou tempo p/ eu passar a entender e gostar completamente deste jogo. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, q pudesse ser realmente puro e duradouro.

Mas o relacionamento deles era baseado em devoção e afeição apaixonada,q nem todos tem a sorte de experimentar. Eles ficavam de mãos dadas sempre q podiam, roubavam beijos um do outro e conseguiam terminar a frase incompleta do outro.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.
Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu.

"Neoqeav" foi gravada nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores
do funeral da vovó. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar q vinha bem de dentro de seu ser. Eu sabia q mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual q aquilo representava.

Aposto q a esta altura vc deve estar se perguntando:
"Mas o que Neoqeav significa?"

= Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Era dia 7 de outubro...

Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno.
O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.

- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre. 

Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu. Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.

- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.

- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.

- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. 

A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.

- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. 

Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar. 
Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia. 

- Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.

Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
 
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
 
- Certo.

- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo?
– Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.

A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.

- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras."
Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais.
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. 

"Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. 
Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"

Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal, o coração do homem de sua vida batia dentro dela.

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E pra voce? o que o amor significa??

sábado, 31 de julho de 2010

Amor Platonico

 Que estranhos mecanismos serão estes,
capazes de mobilizar os cantinhos mais escondidos
e impenetráveis de nossa alma,
fazendo-nos alimentar um amor sabido impossível?
O amor platônico só fica platônico quando impossível.
Mas é tanto maior quanto mais impossível.
Pode já ter sido vivido.
Pode nunca ter sido vivido.
Pode vir a ser vivido um dia.
Pode não ser vivido jamais.
Mas só fica platônico no momento em que é impossível.
Ou difícil.
Ocasião em que parece crescer.

Parece que a realização do sentimento (torná-lo real, palpável, etc.)
é o impulso mais dinâmico de quem tem um amor na vida.
Poucos sabem viver o seu amor a despeito da realidade externa.
Tal impulso é o que faz esse amor sobreviver,
às vezes por toda uma existência.
Por fora sem possibilidades.
Em carne viva lá dentro.
Por dentro com possibilidades.

Quanto tempo durará?
O amor é um sentimento.
E como todo sentimento – positivo ou negativo, agradável ou penoso –
precisa de alimentação, de estímulo para continuar intenso, vivo, existente.
Se não, morre.

Realizar-se ou não, ambos são estímulos do amor.
Daí tanto sofrimento.
O que explica, então, ele se manter vivo apesar da não-realização,
da ausência de respostas vindas do ser amado?
O que faz com que ele viva, atue e inunde a gente?
Nós mesmos.
Somos vítimas e heróis do nosso amor.
Por isso merecemos sofrê-lo tanto quanto senti-lo, felizes.
Por isso merecemos vivê-lo, por outro lado.

Nós o mantemos vivo.
Nós o alimentamos.
Nós, inconscientemente, o tornamos tão inundante quanto precioso.
Vital como o próprio sangue.
Presente.

O amor é inesgotável e sem solução porque nós somos inesgotáveis e sem solução.

O ser humano é capaz de amar anos e anos a fio sem nem sequer ver, encontrar ou falar com a pessoa amada.

E, o que é pior, mantém o amor a qualquer preço.

Masoquismo ou neurose?

Necessidade de um estímulo de vida ou esperança de um dia realizar?
Mais amor pelo sentimento do que pelo objeto amado ou simples defesa?
Só após a sua cota de doação e só após todos os embates resultantes do lado negativo existente em qualquer relação, o amor proporciona a maravilhosa sensação de plenitude e não de sofrimento como muitos pensam.

Mas supor o amor apenas como um sentimento inebriante é acreditar muito pouco na própria capacidade de amar.

Amor não é sempre feliz, amor que é amor começa a partir do que não encaixa.

Até encaixar... felizmente.


Quem vê o amor só como alegria não acredita nele.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

De repente... viver começou a valer a pena...

Sim... O passado ficou onde é o lugar dele... Lá atrás...Não equecido... Apenas lembrado como algo que se foi e não volta.. E nem quero que volte!!! pois o futuro me aguarda algo muito melhor!

De repente a gente percebe que procura a felicidade em diversos lugares, sendo que ela, por vezes, está bem ao lado!
A gente pensa em como a vida é injusta, no porquê de as coisas darem errado, e não percebe o quanto a vida é bela! Não percebe quantos amigos valiosos tem ao lado, e não percebe que está vivendo momentos unicos! tudo por um detalhe que não saiu como o planejado...
Santa ignorância não??

Chegando no fundo do poço, a gente descobre que lá existe uma mola e finalmente entende que a gente cai para aprender a levantar, sacudir a poeira e seguir em frente da melhor maneira possivel!

E é assim que estou no momento... Feliz, curtindo a vida, curtindo a compania das pessoas que sempre estiveram do meu lado, independente do que pudesse acontecer! E descobrindo que talvez eu não seja uma pessoa tão inutil e asquerosa que pensava ser...

De repente, viver vale muito a pena sim!

domingo, 6 de junho de 2010

Eu acredito...

Perguntaram-me se realmente acredito no que escrevo?
- Ora claro que sim!
Me disseram que poesias romanticas são tolices, pois o amor já morreu!
- Ora meu caro, talvez o teu amor tenha morrido e provavelmente você mesmo o matou! O meu não!

Alem disso, posso escrever de sentimentalismos por muitas razões!
Para despir minha alma dos medos, daquilo que me entristece, esquecer dos que estão ausente, me envolver de paz, tranqüilidade!

Em poucas linhas encho-me de esperança, posso reunir forças para enfrentar o próximo dia!
Textos trazem-me sonhos que posso ter, sonhos que posso viver e sonhos ja vividos!
Nas entrelinhas me encontro, busco vencer distâncias, realizar sonhos, seduzir almas, almejo breves desabafos, sinto olhares ternos, e sorrisos provocante, e até pensamentos obscenos.
Nas entrelinhas eu sou um personagem num rio sem curso...
Quando penso em um texto, não me atrelo as regras! Liberto o meu pensamento... fico no tempo suspenso... onde a qualquer instante tudo poderá ser recriado, vivido e revivido!
E será tudo diferente porém sempre igual... palavras de amor são sempre as mesmas, mas ouvida de forma diferente, por quem as recebe, quando dita pela pessoa certa!
Escrevo de amor para fazer o meu hoje melhor e sinto-me, vivo!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Moonlight Serenade

Algumas pessoas vieram me perguntar que musica era "Moonight Serenade" pois poucos a conheciam.. Bem.. é uma musica de Glenn Miller e sua orquestra.. E a musica ainda teve um toque todo pessoal na voz do Gênio (com G maiuscul mesmo) Frank Sinatra!!

Então, melhor que minhas palavras, é a musica pra que vocês possam conferir, e para deleite da maioria, a traduçao seguirá abaixo da musica..

Moonlight Serenade (Frank Sinatra / Glenn Miller)

Serenata Ao Luar

Estrelas estão brilhantes
E esta noite suas luzes me põem sonhando
Meu amor, você sabe que seus olhos são
Como o piscar brilhante das estrelas?
Eu te trago e canto para você
Uma serenata ao luar

Vamos nos desviar de tudo até o raiar do dia
No vale do amor dos sonhos
Você e eu, um céu de verão
Uma brisa celestial beija as árvores

Então não me deixe esperar,
Venha para mim delicadamente na luz de Junho
Eu fico de pé no seu portão
E canto uma música para você no luar
Uma música de amor, minha querida
Uma serenata ao luar

Nós podemos ficar até o raiar do dia
No vale do amor dos sonhos
Você e eu, um céu de verão
Uma brisa celestial beija as árvores

Então, não me deixe esperar,
Venha para mim delicadamente na luz de Junho
Eu fico de pé no seu portão
E canto uma música para você no luar
Uma música de amor, minha querida
Uma serenata ao luar

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nunca te vi, sempre te amei...

Muitos milhares de meninos carentes sonham em ser famosos jogadores de futebol!
Poucos conseguem!
mas acontece...
é possível...

Muitos milhares sonham em ser cantores famosos ou atores de sucesso
poucos conseguem
mas acontece...
é possível...

Todos sonham em ser amados eternamente....
poucos conseguem
mas acontece...
é possível...

Virtualidade. Uma porta aberta para se viver os sonhos e as fantasias que fazem parte de nossa vida.
Para alguns, um simples meio de espantar a ociosidade e preencher o tempo vago.
Diverte-se, mas também ama-se e sofre-se.
De início, a brincadeira do conhecimento, das perguntas e respostas sem muita intenção, entretanto quando se descobrem afinidades naquilo que se busca e se quer, vem a curiosidade e um envolvimento emocional que muitas vezes sem se perceber se transforma em algo bem mais sério, caindo-se numa armadilha de descobrimentos e paixão.
Na relação virtual seja amizade ou namoro, vive-se todos os anseios, as expectativas normais como se no mundo real estivesse. Preocupações, ciúmes, brigas, tudo acontece como se nada fosse imaginário e estivesse dentro da realidade natural.
Muita gente acredita que o amor virtual é um sentimento novo, surgido após o advento da internet. Será?
E se lembrar-mos das mulheres prometidas a homens desde o nascimento, ou melhor das meninas prometidas a meninos, e que só se conheciam na hora do casamento?
Dos príncipes e princesas que aguardavam anos a fio até que chegasse o momento da união de dois reinos. Quantas dessas moças terão sonhado com seus príncipes até o dia de conhecê-los?

E as cartas? Quantas histórias já ouvimos de epístolas já foram escritas, falando de paixão, amor, sonhos, para alguém que jamais tinha sido visto e, até a descoberta da fotografia, nem mesmo a imagem podia ser vislumbrada nos sonhos desses apaixonados?

"Nunca te vi, sempre te amei", um filme que arrancou lágrimas de tanta gente! Não era virtual esse amor?

Talvez hoje a virtualidade seja um pouco mais fria e com maior probabilidade de fraude, do que a que existia durante a troca de correspondência manuscrita.
Mas as cartas também não mostravam o "brilho dos olhos", o "frescor da boca", o "alento do sorriso", o "som melodioso da voz", o "calor das mãos"... e mesmo assim alguns amores vingaram! Poucos eu sei, mas aconteceu!

Quando há afinidade, a nossa capacidade de sentir é tão grande que fica, em determinados casos, a impressão de estarmos sentindo a pessoa ao nosso lado, de sentirmos seu carinho, vermos seus sorrisos e, por que não?, até suas mãos nos afagando, seus lábios nos beijando, seus corpos nos amando.

Mas, acredito que para que isso aconteça é preciso que exista uma identidade imensa entre ambos e um sentimento, que saiu do virtual onde apenas as fantasias prevaleciam e vieram para o real, onde o parceiro já passou a fazer parte da nossa vida real, estando sempre presente em nossos pensamentos, nossos sonhos, nosso coração. E, não tenho dúvida, isso tudo pode acontecer independentemente do contato físico, do conhecer pessoalmente.

Na época em que se trocava carta manuscrita, existia menos possibilidade de materializar alguma coisa do ser amado, mas podia-se medir a sua emoção, sua alegria, sua tristeza, seu medo, através da sua letra. Lágrimas seriam percebidas, inevitavelmente, molhavam os papéis que recebiam as mensagens de amor. Algumas cartas recebiam gotas de perfume, levando ao ser amado o cheiro preferido do seu amor. Outras, recebiam beijos apostos pelos próprios lábios cobertos do batom da mulher apaixonada. O coração sofria mais , aguardando dias ou até meses para a chegada de uma nova carta que, muitas vezes, foi transportada pelo trem, pelo navio ou pela carroça.

Hoje, já não se consegue agüentar algumas horas sem o recebimento de um e-mail, de uma mensagem através de programas de conversação, ou, até, de um texto ou uma poesia publicada em algum blog.

Amar verdadeiramente o ser que conhecemos virtualmente faz crescer, dentro da gente, a ansiedade por novas letras, novas palavras, novos atos que demonstrem a correspondência do amor que sentimos.

E, quando existe a certeza de que a pessoa que a gente ama também ama a gente, essa ansiedade existe sim, mas com o nome de saudade, porque ela vem cheia de paz, porque o coração transborda paz, luz e amor. É uma saudade que machuca muito porque, na verdade, ela está somada à vontade de estar junto, de sentir o cheiro, o toque, o calor, de detalhes que até aparecem e são sentidos nas frias letras do monitor, quando esse amor é imenso e existe dentro de nós, no mais íntimo da nossa alma, com a grandiosidade do amor verdadeiro, do amor puro, do amor sublime.

Os sonhos fazem falta, sim. Eles compõem os melhores momentos de nossa vida...
Mas do virtual para o real, só quando estão atrelados à realidade palpável, onde as mãos se alcançam, os rostos sorriem e os braços estreitam-se em abraços inconfundíveis de aconchego e calor.
Onde os beijos têm sabor real e os corpos se encontram numa paixão doce e ardente...
Fora isso, é tudo "apenas" miragem...
E há uma vida para ser VIVIDA...

Os pseudo-entendidos em comunicação na Internet e eternos pessimistas, pensam que o amor virtual nunca dá certo. Conforme diria Nelson Rodrigues, são os idiotas da objetividade.

Amor virtual virar amor real?
também acontece...
também é possível... ....

terça-feira, 11 de maio de 2010

Primeira vez....

Este é um post incomun. Primeiro porque é a primeira vez que uso meu notebook na cama, vendo TV e tomando um vinho de 20 e poucos reais. Mas a grande novidade é que ao invés de falar sobre mim ou fatos corriqueiros, estou com inspiração para tentar descrever sobre algo muito mais etéreo: o tal de amor.

Como venho dizendo há tempos, estou cada vez mais buscando o que realmente sou. Talvez por isso, hoje realizo que amar é algo bem diferente do que imaginava. Amar não é encontrar a mulher perfeita ou a alma gêmea. Amar é encontrar alguém que forme um time consigo. Isso mesmo, um time. Nem um par, nem uma dupla e muito menos um casal. Simplesmente um time. Sei que não existe nada romantico em ser um time. Pode paracer competitivo para alguns ou sem sal para outros; mas estar com alguém que forme um time consigo traz uma cumplicidade que nenhum dos termos acima consegue concretizar.

Amar sendo parte de um time de dois é estar junto no ataque e na defesa. É participar dos arduos treinamentos para o jogo da vida; afim de que quando o momento da verdade chegue, comportar-se com a naturalidade e comprimisso que poucos conseguem sequer imaginar. Ser parte do um time no amor é aproveitar a vida como quase ninguém sabe. É chorar nos momentos de angustia sendo acariciado sem a responsabilidade de fazer nada em troca. Talvez seja por esse motivo que o clichê diga que o amor é um jogo; pois ele está instríscicamente ligado e fazer parte de um time. Porém, devemos estar atentos que nesse jogo haverá somente vencedores; já que, quem veste essa camisa em conjunto com alguém onde está depositada toda confiança, deve saber de ante-mão que o resultado final é o que menos importa. O objetivo é não abandonar o campo de jogo e permanecer fiel, junto àquele que escolhemos para “tabelarmos” em busca do objetivo comum.

Em um time não há interesses divergentes nem jogos de vaidades e poder. No amor só existe espaço para cumplicidade. Sem ela nada, mais é possível; qualquer coisa tornar-se-ia teatro, interpretação e jogo de interesse. Outro dia estava vendo o filme “Melhor Impossível”, onde havia uma cena com os seguintes dizeres: “Isso foi melhor que sexo; nós cuidamos um do outro”. Longe, mas muito longe de mim, desprezar o sexo de uma relação entre homem e mulher. Entretanto, acredito que atualmente ligamos a figura do amor muito mais à representatividade do que à significância. Aproveitando o parágrafo, parafrasearei: “Você não gosta de quem você é. Mas você admira quem você representa.” Indo um pouco mais além. Nesse ano, um famoso violinista, que costumeiramente tocava com um Stradivarius cujo preço aproxivama-se de US$ 3.000.000, tocou em um concerto onde os ingressos custavam na casa dos US$ 1.000. Pois bem ... essa mesma pessoa resolveu pegar seu instrumento de trabalho e parar no meio da rua tocando as mesmas músicas ... não ganhou um centavo em em seu chapéu durante 45minutos. Precisamos estar inseridos em um contexto para nos darmos valor; para mensurarmos o nosso esforço e competencia. O Amor não passa perto disso. O Amor deixa-se sentir por essa pausa em nossas vidas. Aproxima-nos daquilo que levaremos guardado conosco durante toda nossa existência.

Me arriscaria dizer que amar é viver. Simplesmente existir. Critiquei o romantismo linhas acima. Entretanto, redimo-me dizendo que estamor em contato com todos esses elementos é o que podemos classificar como fazer parte de algo único. Pouquíssimas pesssoas podem desligar-se do que representam e viver, como para os romanticos, amando aquilo que são.

Já desci ladeiras na beira de um camping, tomei banho em um rio com as águas mais frias que vi na Terra, dormi em um quarto muito bizarro em um lugar que para mim aproxima-se do elo perdido (e onde ficaria traquilamente!), troquei toda água da casa pela vodka mais barata do “supermercado” da vila onde estava, já dormi algumas noites em um palacio onde o banheiro era 1/3 da minha casa, já li Paul Vincent na parede, já vi Frank Sinatra em New Orleans. Nada disso se compara à cumpliciade. Realizem o que é na alegria na tristeza. Sem controles, jogos de poder, demonstrações e aparencias. Mostramos o amor mas não conseguimos construí-lo. Buscamos uma receita de bolo pronta; servida na mesa como sobremesa daquilo que nos sacia fugazmente.

O fato de ter voltado a escrever trouxe consigo a consciência do tempo e espaço Da leitura pré escrita acompanhada pela tridimensionalidade do instangível pensamento.

Basta ouvir Moonlight Serenade...