terça-feira, 25 de maio de 2010

Moonlight Serenade

Algumas pessoas vieram me perguntar que musica era "Moonight Serenade" pois poucos a conheciam.. Bem.. é uma musica de Glenn Miller e sua orquestra.. E a musica ainda teve um toque todo pessoal na voz do Gênio (com G maiuscul mesmo) Frank Sinatra!!

Então, melhor que minhas palavras, é a musica pra que vocês possam conferir, e para deleite da maioria, a traduçao seguirá abaixo da musica..

Moonlight Serenade (Frank Sinatra / Glenn Miller)

Serenata Ao Luar

Estrelas estão brilhantes
E esta noite suas luzes me põem sonhando
Meu amor, você sabe que seus olhos são
Como o piscar brilhante das estrelas?
Eu te trago e canto para você
Uma serenata ao luar

Vamos nos desviar de tudo até o raiar do dia
No vale do amor dos sonhos
Você e eu, um céu de verão
Uma brisa celestial beija as árvores

Então não me deixe esperar,
Venha para mim delicadamente na luz de Junho
Eu fico de pé no seu portão
E canto uma música para você no luar
Uma música de amor, minha querida
Uma serenata ao luar

Nós podemos ficar até o raiar do dia
No vale do amor dos sonhos
Você e eu, um céu de verão
Uma brisa celestial beija as árvores

Então, não me deixe esperar,
Venha para mim delicadamente na luz de Junho
Eu fico de pé no seu portão
E canto uma música para você no luar
Uma música de amor, minha querida
Uma serenata ao luar

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Nunca te vi, sempre te amei...

Muitos milhares de meninos carentes sonham em ser famosos jogadores de futebol!
Poucos conseguem!
mas acontece...
é possível...

Muitos milhares sonham em ser cantores famosos ou atores de sucesso
poucos conseguem
mas acontece...
é possível...

Todos sonham em ser amados eternamente....
poucos conseguem
mas acontece...
é possível...

Virtualidade. Uma porta aberta para se viver os sonhos e as fantasias que fazem parte de nossa vida.
Para alguns, um simples meio de espantar a ociosidade e preencher o tempo vago.
Diverte-se, mas também ama-se e sofre-se.
De início, a brincadeira do conhecimento, das perguntas e respostas sem muita intenção, entretanto quando se descobrem afinidades naquilo que se busca e se quer, vem a curiosidade e um envolvimento emocional que muitas vezes sem se perceber se transforma em algo bem mais sério, caindo-se numa armadilha de descobrimentos e paixão.
Na relação virtual seja amizade ou namoro, vive-se todos os anseios, as expectativas normais como se no mundo real estivesse. Preocupações, ciúmes, brigas, tudo acontece como se nada fosse imaginário e estivesse dentro da realidade natural.
Muita gente acredita que o amor virtual é um sentimento novo, surgido após o advento da internet. Será?
E se lembrar-mos das mulheres prometidas a homens desde o nascimento, ou melhor das meninas prometidas a meninos, e que só se conheciam na hora do casamento?
Dos príncipes e princesas que aguardavam anos a fio até que chegasse o momento da união de dois reinos. Quantas dessas moças terão sonhado com seus príncipes até o dia de conhecê-los?

E as cartas? Quantas histórias já ouvimos de epístolas já foram escritas, falando de paixão, amor, sonhos, para alguém que jamais tinha sido visto e, até a descoberta da fotografia, nem mesmo a imagem podia ser vislumbrada nos sonhos desses apaixonados?

"Nunca te vi, sempre te amei", um filme que arrancou lágrimas de tanta gente! Não era virtual esse amor?

Talvez hoje a virtualidade seja um pouco mais fria e com maior probabilidade de fraude, do que a que existia durante a troca de correspondência manuscrita.
Mas as cartas também não mostravam o "brilho dos olhos", o "frescor da boca", o "alento do sorriso", o "som melodioso da voz", o "calor das mãos"... e mesmo assim alguns amores vingaram! Poucos eu sei, mas aconteceu!

Quando há afinidade, a nossa capacidade de sentir é tão grande que fica, em determinados casos, a impressão de estarmos sentindo a pessoa ao nosso lado, de sentirmos seu carinho, vermos seus sorrisos e, por que não?, até suas mãos nos afagando, seus lábios nos beijando, seus corpos nos amando.

Mas, acredito que para que isso aconteça é preciso que exista uma identidade imensa entre ambos e um sentimento, que saiu do virtual onde apenas as fantasias prevaleciam e vieram para o real, onde o parceiro já passou a fazer parte da nossa vida real, estando sempre presente em nossos pensamentos, nossos sonhos, nosso coração. E, não tenho dúvida, isso tudo pode acontecer independentemente do contato físico, do conhecer pessoalmente.

Na época em que se trocava carta manuscrita, existia menos possibilidade de materializar alguma coisa do ser amado, mas podia-se medir a sua emoção, sua alegria, sua tristeza, seu medo, através da sua letra. Lágrimas seriam percebidas, inevitavelmente, molhavam os papéis que recebiam as mensagens de amor. Algumas cartas recebiam gotas de perfume, levando ao ser amado o cheiro preferido do seu amor. Outras, recebiam beijos apostos pelos próprios lábios cobertos do batom da mulher apaixonada. O coração sofria mais , aguardando dias ou até meses para a chegada de uma nova carta que, muitas vezes, foi transportada pelo trem, pelo navio ou pela carroça.

Hoje, já não se consegue agüentar algumas horas sem o recebimento de um e-mail, de uma mensagem através de programas de conversação, ou, até, de um texto ou uma poesia publicada em algum blog.

Amar verdadeiramente o ser que conhecemos virtualmente faz crescer, dentro da gente, a ansiedade por novas letras, novas palavras, novos atos que demonstrem a correspondência do amor que sentimos.

E, quando existe a certeza de que a pessoa que a gente ama também ama a gente, essa ansiedade existe sim, mas com o nome de saudade, porque ela vem cheia de paz, porque o coração transborda paz, luz e amor. É uma saudade que machuca muito porque, na verdade, ela está somada à vontade de estar junto, de sentir o cheiro, o toque, o calor, de detalhes que até aparecem e são sentidos nas frias letras do monitor, quando esse amor é imenso e existe dentro de nós, no mais íntimo da nossa alma, com a grandiosidade do amor verdadeiro, do amor puro, do amor sublime.

Os sonhos fazem falta, sim. Eles compõem os melhores momentos de nossa vida...
Mas do virtual para o real, só quando estão atrelados à realidade palpável, onde as mãos se alcançam, os rostos sorriem e os braços estreitam-se em abraços inconfundíveis de aconchego e calor.
Onde os beijos têm sabor real e os corpos se encontram numa paixão doce e ardente...
Fora isso, é tudo "apenas" miragem...
E há uma vida para ser VIVIDA...

Os pseudo-entendidos em comunicação na Internet e eternos pessimistas, pensam que o amor virtual nunca dá certo. Conforme diria Nelson Rodrigues, são os idiotas da objetividade.

Amor virtual virar amor real?
também acontece...
também é possível... ....

terça-feira, 11 de maio de 2010

Primeira vez....

Este é um post incomun. Primeiro porque é a primeira vez que uso meu notebook na cama, vendo TV e tomando um vinho de 20 e poucos reais. Mas a grande novidade é que ao invés de falar sobre mim ou fatos corriqueiros, estou com inspiração para tentar descrever sobre algo muito mais etéreo: o tal de amor.

Como venho dizendo há tempos, estou cada vez mais buscando o que realmente sou. Talvez por isso, hoje realizo que amar é algo bem diferente do que imaginava. Amar não é encontrar a mulher perfeita ou a alma gêmea. Amar é encontrar alguém que forme um time consigo. Isso mesmo, um time. Nem um par, nem uma dupla e muito menos um casal. Simplesmente um time. Sei que não existe nada romantico em ser um time. Pode paracer competitivo para alguns ou sem sal para outros; mas estar com alguém que forme um time consigo traz uma cumplicidade que nenhum dos termos acima consegue concretizar.

Amar sendo parte de um time de dois é estar junto no ataque e na defesa. É participar dos arduos treinamentos para o jogo da vida; afim de que quando o momento da verdade chegue, comportar-se com a naturalidade e comprimisso que poucos conseguem sequer imaginar. Ser parte do um time no amor é aproveitar a vida como quase ninguém sabe. É chorar nos momentos de angustia sendo acariciado sem a responsabilidade de fazer nada em troca. Talvez seja por esse motivo que o clichê diga que o amor é um jogo; pois ele está instríscicamente ligado e fazer parte de um time. Porém, devemos estar atentos que nesse jogo haverá somente vencedores; já que, quem veste essa camisa em conjunto com alguém onde está depositada toda confiança, deve saber de ante-mão que o resultado final é o que menos importa. O objetivo é não abandonar o campo de jogo e permanecer fiel, junto àquele que escolhemos para “tabelarmos” em busca do objetivo comum.

Em um time não há interesses divergentes nem jogos de vaidades e poder. No amor só existe espaço para cumplicidade. Sem ela nada, mais é possível; qualquer coisa tornar-se-ia teatro, interpretação e jogo de interesse. Outro dia estava vendo o filme “Melhor Impossível”, onde havia uma cena com os seguintes dizeres: “Isso foi melhor que sexo; nós cuidamos um do outro”. Longe, mas muito longe de mim, desprezar o sexo de uma relação entre homem e mulher. Entretanto, acredito que atualmente ligamos a figura do amor muito mais à representatividade do que à significância. Aproveitando o parágrafo, parafrasearei: “Você não gosta de quem você é. Mas você admira quem você representa.” Indo um pouco mais além. Nesse ano, um famoso violinista, que costumeiramente tocava com um Stradivarius cujo preço aproxivama-se de US$ 3.000.000, tocou em um concerto onde os ingressos custavam na casa dos US$ 1.000. Pois bem ... essa mesma pessoa resolveu pegar seu instrumento de trabalho e parar no meio da rua tocando as mesmas músicas ... não ganhou um centavo em em seu chapéu durante 45minutos. Precisamos estar inseridos em um contexto para nos darmos valor; para mensurarmos o nosso esforço e competencia. O Amor não passa perto disso. O Amor deixa-se sentir por essa pausa em nossas vidas. Aproxima-nos daquilo que levaremos guardado conosco durante toda nossa existência.

Me arriscaria dizer que amar é viver. Simplesmente existir. Critiquei o romantismo linhas acima. Entretanto, redimo-me dizendo que estamor em contato com todos esses elementos é o que podemos classificar como fazer parte de algo único. Pouquíssimas pesssoas podem desligar-se do que representam e viver, como para os romanticos, amando aquilo que são.

Já desci ladeiras na beira de um camping, tomei banho em um rio com as águas mais frias que vi na Terra, dormi em um quarto muito bizarro em um lugar que para mim aproxima-se do elo perdido (e onde ficaria traquilamente!), troquei toda água da casa pela vodka mais barata do “supermercado” da vila onde estava, já dormi algumas noites em um palacio onde o banheiro era 1/3 da minha casa, já li Paul Vincent na parede, já vi Frank Sinatra em New Orleans. Nada disso se compara à cumpliciade. Realizem o que é na alegria na tristeza. Sem controles, jogos de poder, demonstrações e aparencias. Mostramos o amor mas não conseguimos construí-lo. Buscamos uma receita de bolo pronta; servida na mesa como sobremesa daquilo que nos sacia fugazmente.

O fato de ter voltado a escrever trouxe consigo a consciência do tempo e espaço Da leitura pré escrita acompanhada pela tridimensionalidade do instangível pensamento.

Basta ouvir Moonlight Serenade...